Google aposta na privacidade e segurança com a nova versão do Chrome

Google aposta na privacidade e segurança com a nova versão do Chrome

20/05/2020 0 Por Redacção

Respondendo às críticas de sempre, e com vista a melhorar a experiência do utilizador, a Google fez profundas alterações nas configurações de privacidade e segurança do Chrome. Com efeito, fica mais fácil encontrar definições mais relevantes, como a gestão de permissões de microfone, bem como perceber exactamente que dados são partilhados através de uma conta Google.

Renovada privacidade

No redesign das definições de privacidade do Chrome, a Google foca-se essencialmente em 4 pontos:

  • Maior facilidade na gestão de cookies
  • Relevância para a gestão de permissões sensíveis, como é o caso da localização, da câmara e do microfone
  • Destaque para os dados que são sincronizados no Chrome com a conta Google
  • Facilidade de eliminação dos dados produzidos pelo utilizador

No caso das cookies, o utilizador agora pode mais facilmente recusar o armazenamento de dados de sites terceiros, que normalmente são utilizados para rastreamento. É este tipo de tecnologia que é utilizada por empresas que vendem publicidade, para perceber os hábitos de cada utilizador.

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Demonstração das novas definições de cookies

Melhorada segurança

Em termos de segurança, a Google pode agora informar o utilizador quando alguma password tenha sido comprometida. Há vários sites que se dedicam à agregação de informações recolhidas em ataques informáticos – o mais conhecido é o Have I Been Pwned?. Estas páginas permitem verificar se os nossos dados estão em algum lote comprometido, através do e-mail, por exemplo. Nesta nova versão do Chrome, passa a haver uma verificação regular e automática, com base nas credenciais que optamos por guardar no browser quando fazemos um login.

A nova actualização do Chrome integra também o DNS over HTTPS, que permite encriptar o tráfego de DNS gerado pelos nossos equipamentos. O DNS é utilizado para converter um nome de domínio – como techfive.pt – no IP correspondente, permitindo que a página seja carregada. Por motivos históricos, o tráfego de DNS sempre foi transmitido “em aberto” – isto permitiria um atacante saber que páginas um utilizador visita, mesmo não sabendo o seu conteúdo. Recentemente, passou a ser disponível ocultar esse tráfego com o DNS over HTTPS, que tem vindo a ser adoptado pelos fornecedores de internet e outros serviços.

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